Retrats d’una família disfuncional. Reexaminar la relació entre Galícia i el món lusòfon

Main Article Content

Burghard Baltrusch

La recent creació de l’Observatori de la Lusofonia Valentín Paz Andrade a Galícia ha revitalitzat el debat en curs sobre la identitat lusòfona. Aquest estudi aprofundeix en aquest concepte, centrant-se especialment en la seva relació amb Galícia. Emprant un enfocament interdisciplinari que integra la sociologia cultural (Bauman), la psicopatologia social (Freud) i la filosofia (Derrida), aquesta recerca examinarà els aspectes fonamentals de la complexa identitat lingüística i cultural lusòfona. Les dinàmiques contemporànies, incloent el postnacionalisme i el transnacionalisme, el postcolonialisme i el gir decolonial, que contínuament reconfiguren la ‘Lusofonia’, també seran analitzades. S’argumentarà que el concepte de Lusofonia és inherentment defectuós a causa de l’exclusió de realitats com la galega. Reconèixer Galícia com un espai lingüístic i cultural propi, encara que sense estat, és essencial per a una comprensió més precisa i completa de la ‘Lusofonia’. Aquest reconeixement subratlla el paper crucial de Galícia en la formació històrica i cultural del món lusòfon.

Paraules clau
Lusofonia, postmodernitat líquida, malestar de la civilització, monolingüisme, transnacionalisme, descolonialitat

Article Details

Com citar
Baltrusch, Burghard. «Retrats d’una família disfuncional. Reexaminar la relació entre Galícia i el món lusòfon». Abriu: estudos de textualidade do Brasil, Galicia e Portugal, 2025, núm. 14, p. 13-44, doi:10.1344/abriu2025.14.2.
Referències

Abadia, Lídia; Cabecinhas, Rosa; Macedo, Isabel; Cunha, Luís (2016). «Interwoven migration narratives: identity and social representations in the Lusophone world». Identities, 25:3, 339-357. https://doi.org/10.1080/1070289X.2016.1244062

Almeida, Onésimo Teotónio de (2001). «Identidade nacional — algumas achegas ao debate português». Semear,5, 151-165. Parcialmente reimpresso em Suplemento Açoriano de Artes e Letras/Saber, V:19, 2004, 19-21.

Álvarez, Susana (2024). «Quem quer ser refugiada linguística?». O Salto Galiza, 29outubro 2024, [online] [09 novembro 2024] <https://www.elsaltodiario.com/opinion/quem-quer-ser-refugiada-linguistica-agal>.

Arenas, Fernando (2011). Lusophone Africa - Beyond Independence. Minneapolis; Londres: University of Minnesota Press. https://doi.org/10.5749/minnesota/9780816669837.001.0001

Bagno, Marcos (1999). Preconceito lingüístico — o que é, como se faz. São Paulo: Edi-ções Loyola.

Baltrusch, Burghard (2008). «Tradución e nación: Galicia entre a lusofonía e o posnacionalismo». Grial: Revista Galega de Cultura,179, 60-67.

Baltrusch, Burghard (2010). «A Para/tradución cultural: Galiza e a Lusofonía». Burghard Baltrusch et al. (ed.). Soldando Sal: Galician Studies in Translation & Paratranslation. Munique: Peter Lang, 104-130.

Baltrusch, Burghard (2019). «Do estrangeiro ao migrante — aspectos para um estudo da tradução como possível paradigma de pensamento na pósmodernidade». Gragoatá, 24:49, 598-619. https://doi.org/10.22409/gragoata.v24i49.34145

Bastos, Neusa; Brito, Regina Helena Pires de (2006). «“Lusofonia”: políticas língüísticas e questões identitárias». Moisés de Lemos Martins et al. (ed.). Comunicação e «Lusofonia», para uma abordagem crítica da cultura e dos media. Porto: Campo das Letras, 111-122.

Bauman, Zygmunt (2006) [2000]. Liquid Modernity. Cambridge: Polity Press.

Bauman, Zygmunt (2017). Retrotopia. Cambridge: Polity Press.

Bhabha, Homi K. (1994). The Location of Culture. Londres; Nova Iorque: Routledge.

Braidotti, Rosi (2011). Nomadic Theory: The Portable Rosi Braidotti. Nova Iorque: Columbia University Press.

Braidotti, Rosi (2019). Posthuman Knowledge. Cambridge: Polity Press, 2019.

Brito, Regina Pires de (2013). «Sobre Lusofonia». Verbum: Cadernos de Pós-Graduação, 5, 4-15.

Brum, Eliane (2024). «Eliane Brum, “correspondente de guerra” na Amazónia». Entrevista dada a Ana Cristina Pereira e Nino Ferreira Santos. Público, 31 outubro 2024, [online] [09 novembro 2024] <https://www.publico.pt/2024/10/31/azul/noticia/eliane-brum-correspondente-guerra-amazonia-2109911>.

Cadahia, Luciana; Coronel, Penas (2023). «The Department of Decolonialism». Jacobin, 16 abril 2023, [online] [02 novembro 2024] <https://jacobinlat.com/2023/04/the-department-of-decolonialism>.

Cuevas, Iván (2022). «Contra a Lusofonia». PGL, 26 febreiro 2022, [online] [03 novembro 2024] < https://pgl.gal/contra-a-lusofonia>.

Derrida, Jacques [1996] (2001). O Monolinguismo do Outro — ou a prótese de origem. Trad. de Fernanda Bernardo. Porto: Campo das Letras.

Evaristo, Jefferson; Barbosa de Farias Santos, Carla (2024). «Dimensões da lusofonia como política linguística». Confluência, 66, 251-264. https://doi.org/10.18364/rc.2024n66.1376

Freud, Siegmund (1930). Das Unbehagen in der Kultur. Viena: Internationaler Psychoanalytischer Verlag.

Gandini, Edoardo (2024). «Decolonizing Law: Language and anthropology in the Lusosphere». Pravovedenie, 68:1, 58-96. https://doi.org/10.21638/spbu25.2024.104

González Palau, Daniel (dir.); Guerra, Wesley Sá Teles (coord.) (2023). Especial Lusofonia — 15 Anos do OGALUS. Pontevedra: Instituto Galego de Análise e Documentación Internacional.

Haraway, Donna J. (2016). Staying with the Trouble: Making Kin in the Chthulucene. Durham: Duke University Press. https://doi.org/10.2307/j.ctv11cw25q

Lois González, Rubén C.; Cancela Outeda, Celso (ed.) (2023). A percepción de Galicia desde Portugal e o mundo lusófono. Número especial de Tempo Exterior — Revista de Análise e Estudos Internacionais, xxiv(ii):47, 5-82.

Lourenço, Eduardo (1999). A Nau de Ícaro seguido de Imagem e Miragem da Lusofonia. Lisboa: Gradiva.

Martins, Moisés de Lemos (2014). «Língua Portuguesa, globalização e lusofonia». Neusa Barbosa Bastos (org.). Língua Portuguesa e Lusofonia. São Paulo: Educ - IP/PUC, 15-33.

Meirim, Joana (2021). «Camões sem C.ª». Ana Bela Almeida et al. (eds.). Quiosque Literário — aprender português com a literatura. Lisboa: Lidel, 211-213.

Merçon, Aline Bazzarella; Martins, Moisés de Lemos; Kleber, José dos Santos (2022). «Representações sociais da “Lusofonia” e as ambivalências da língua portuguesa». Revista Fragmentos de Cultura - Revista Interdisciplinar de Ciências Humanas, 32:2, 209-225. https://doi.org/10.18224/frag.v32i2.12236

Montero Küpper, Silvia (2021). «Zur Internationalisierung der galicischen Literatur durch Übersetzung. Überblick, Hintergründe und Kulturpolitik». Ute Barbara Schilly (ed.). Die internationale Rezeption der Literaturen Spaniens. Berlim: Frank & Timme, 189-220.

Montero Küpper, Silvia (2024). «Literatura traducida do galego (1975-2020)». Enciclopedia de traducción e interpretación (@ENTI), AIETI, [online] [10 novembro 2024] <https://doi.org/10.5281/zenodo.10944137>.

Mormul, Joanna (2021). «The Community of Portuguese Language Countries (CPLP) and the Luso-African identity». Politeja, 5:68, 193-215. https://doi.org/10.12797/Politeja.17.2020.68.10

Neves, Marco (2019). O Galego e o Português São a Mesma Língua? Perguntas portuguesas sobre o galego. Compostela: Através Editora.

Oliveira, Gilvan Müller de; Morello, Rosângela (2019). «La frontera como recurso: el bilingüismo portugués-español y el Proyecto de Escuelas Interculturales Bilingües de Frontera en el MERCOSUR (2005-2016)». Revista Iberoamericana de Educación, 81:1, 53-74. https://doi.org/10.35362/rie8113567

Pazos-Justo, Carlos; Botana Vilar, María Jesús; André, Gabriel (ed.) (2021). Galiza e(m) nós — Estudos para a compreensão do relacionamento cultural galego-português. Famalicão: Húmus.

Reimóndez, María (2024). A Casa do amo: Unha análise do discurso colonial e racista na literatura galega. Vigo: Xerais.

Ribeiro, António Pinto (2018). «Para acabar de vez com a lusofonia». Lusotopie — Recherches politiques internationales sur les espaces issus de l’histoire et de la colonisa-tion portugaises, xvii:2, 220-226. https://doi.org/10.1163/17683084-12341728

Rocha, João Cezar de Castro (ed.) (2013a). Lusofonia and its Futures. Número especial de Portuguese Literary & Cultural Studies, 25, 1-244.

Rocha, João Cezar de Castro (2013b). «Lusofonia—A Concept and Its Discontents». Portuguese Literary & Cultural Studies,25, 1-12. https://doi.org/10.62791/ebnfta42

Rodríguez, José Luís (2003). «Para umha Galiza plena na Lusofonia». A. S. Caldas et al. (ed.). Brasil: 500 anos depois. A Coruña: Deputación Provincial da Coruña, 291-303.

Samartim, Roberto; Pazos-Justo, Carlos (ed.) (2019). Portugal e(m) nós — Contributos para a compreensão do relacionamento cultural galego-português. Famalicão: Húmus.

Silvestre, Osvaldo Manuel (2008). «“A minha pátria é a língua portuguesa” (desde que a língua seja a minha)». Rosa María B. Goulart; Maria do Céu Fraga; Paulo Meneses (ed.). O trabalho da teoria: actas do Colóquio em Homenagem a Vítor Aguiar e Silva. Coimbra: Universidade de Coimbra, 231-239.

Siqueira, Elizabete Regina Almeida de; Queiroz, Edilene Freire de (2010). «O caldo cultural das identificações contemporâneas». Arquivos Brasileiros de Psicologia, 62:2, 38-51.

Tamen, Miguel (2012). «A lusofonia é uma espécie de colonialismo de esquerda». Entrevista dada ao Jornal i, 08 abril 2012, [online] [03 novembro 2024] <https://ionline.sapo.pt/2012/04/24/miguel-tamen-a-lusofonia-e-uma-especie-de-colonialismo-de--esquerda>.

Venâncio, Fernando (2015). «O passado galego do português». Grial: Revista Galega de Cultura, 53: 206, 89-95.

Venâncio, Fernando [2019] (2020). Assim nasceu uma língua / assi naceu ūa lingua — Sobre as origens do português. Lisboa: Guerra e Paz.

Venâncio, Fernando (2021). «A questão galega e o público português. uma experiência na internet (1998-2001)». Carlos Pazos-Justo et al. (ed.): Galiza e (m) Nós. Estudos para a compreensão do relacionamento cultural galego-português. Famalicão: Húmus, 171-190.