Metabolismo socioeconômico (MSE) construção conceitual e convergência com a economia ecológica (EE)
Article Sidebar
Main Article Content
O metabolismo socioeconômico (MSE) é uma perspectiva teórica e metodológica que tem a pretensão de entender as relações entre as sociedades e a natureza, no sentido de qualificação e quantificação dos impactos biofísicos advindos da apropriação dos seus recursos energéticos e materiais, liberação de resíduos e rejeitos, e efeitos sinérgicos dessas atividades como consequência da ação humana. Partindo dessa abordagem, o presente estudo analisa a inter-relação entre o MSE e economia ecológica (EE), verificando que existe uma convergência teórico-metodológica entre ambas as abordagens. Metodologicamente, o estudo constituiu de um levantamento documental, analisando pesquisas acadêmicas teóricas e aplicadas sobre a temática. Os resultados demonstram que o MSE pode contribuir metodologicamente para a análise de dados e informações na EE, sobretudo na análise macroeconômica, segmento que vem ganhando relevância na última década.
Article Details
Andrade, D. C., Romeiro, A. R.e M. S.Simões., 2012. From an Empty to a Full World: a nova natureza da escassez e suas implicações. Revista Economia e SociedadeVol. 21:695-722.
Arrow, K.,Bolin, B., Costanza, R., Dasgupta, P., Folke, C., Holling, C. S. e D. Pimentel., 1995. Economic growth, carrying capacity, and the environment. Ecological EconomicsVol.15:91-95.
Boulding, K., 1966. The economics of the coming spaceship earth, em Boulding K. (ed) Environmental quality in a growing economy. John Hopkins University Press, Baltimore.
Carpintero, O., 2005.El metabolismo económico regional español.FUHEM Ecosocial, Madrid.
Carpintero, O.eJ. M.Naredo., 2005. El metabolismo de la economía española. Fundación César Manrique, colección Economía vs Naturaleza, Madrid.
Carson, R., 1962. Silent Spring. Pinguim Books, New York.
Cechin, A. D., 2010. A natureza como limite da economia: a contribuição de Nicholas Georgescu-Roegen. Editora Senac, São Paulo.
Cechin, A. D. e J.E.Veiga., 2010. A economia evolucionária e ecológica de Georgescu-Roegen. Revista de Economia Política Vol. 30: 438-454.
Costanza, R., 1994. Economia ecológica: uma agenda de pesquisa, em: May, P.H.e Motta, R.S. (eds). Valorando a natureza: a análise econômica para o desenvolvimento sustentável. Campus, Rio de Janeiro.
Costanza, R., 1989. What is Ecological Economics? Ecological Economics, Vol. 1:1-7.
Daly, H. E., 2007.Ecological economics and sustainable development. Edward Elgar Publishing, Cheltenham.
Daly, H. E., 1996.Beyond growth: the economics of sustainable development. Beacon Press, Boston.
Daly, H. E., 1968.On economics as a life science. Journal of Political Economy Vol.76: p. 392-406.
Daly, H. E. e J.Farley., 2003. Ecological economics: Principles and applications. Washington, DC.: Island Press.
Ehrlich, P. R. .1968. The Population Bomb. 1a Edição. Ballantine Books, New York
Fischer-Kowalski, M., 1998. Society’s Metabolism. The Intellectual History of Materials Flow Analysis, Part I, 1860-1970. Journal of Industrial Ecology Vol. 2:107–136.
Fischer-Kowalski, M. eH. Haberl., 2015. Social metabolism: a metric for biophysical growth and degrowth, em: Martinez-Alier, J. eMuradian, R. (eds)Handbookofecologicaleconomics. Edward Elgar Publishing,Cheltenham.
Fischer-Kowalski M. e H. Weisz., 1999. Society as a hybrid between material and symbolic realms. Toward a theoretical framework of society-nature interaction. Advances in Human EcologyVol. 8:215–51.
Fischer-Kowalski, M.eH.Haberl., 1998. Sustainable development. Long-term changes in socio-economic metabolism and colonization of nature.International Social Science Journal Vol. 158:573-587.
Fischer‐Kowalski, M.eW.Hüttler., 1998. Society's Metabolism: The Intellectual History of Materials Flow Analysis, Part II, 1970‐1998. Journal of Industrial Ecology Vol.2: 107-136.
Foster, J. B., 2015. Marxismo e Ecologia: fontes comuns de uma Grande Transição. Lutas SociaisVol. 19: 81-97.
Georgescu-Roegen, N., 1975. Energy and economic myths. Southern Economic Journal Vol. 41: 347-381.
Georgescu-Roegen, N., 1971. The entropy law and the economic process. Harvard University Press, Cambridge.
Haberl, H., Wiedenhofer, D., Pauliuk, S., Krausmann, F., Müller, D. B.e M. Fischer-Kowalski., 2019. Contributions of sociometabolic research to sustainability science. Nature Sustainability, New York.
Haberl, H., Fischer-Kowalski, M., Krausmann, F.eV. Winiwarter., 2016.Social ecology: society-nature relations across time. Spring International Publishing, Switzerland.
Hardin, G., 1968.The tragedy of the commons. SienceVol. 162: 1243-1248.
Infante-Amate, J., Molina, M. G.eV. M.Toledo., 2017. El metabolismo social Historia, métodos y principales aportaciones. Revista Iberoamericana de Economía Ecológica Vol. 27:130-152.
Krausmann, F., Schandl, H., Eisenmenger, N., Giljum, S. eT. Jackson., 2017. Material flow accounting: measuring global material use for sustainable development. Annual Review of Environmental Resources Vol. 42:647–675.
Krausmann, F., Gingrich, S., Eisenmenger, N., Erb, K. H., Haberl, H., eM. Fischer-Kowalski., 2009. Growth in global materials use, GDP and population during the 20th century. Ecological EconomicsVol. 68:2696-2705.
Lawn, P.A., 2001 Scale, prices, and biophysical assessments. Ecological EconomicsVol. 38:369-382.
Malghan, D., 2006. On being the right size: a framework for the analytical study of scale, economy, and ecosystem. PhD dissertation –University of Maryland, College Park.
Meadows, D.H., Meadows, D.L., Randers, J.eW.Behrens., 1972. Limits to growth. Universe Books, New York.
Mueller, C.,2007. Os economistas e as relações entre o sistema econômico e o meio ambiente. UnB/ FINATEC, Brasília.
OECD (Organization for Economic Cooperation and Development). 2008.Measuring material flows and resource productivity. Synthesis report,Paris.
Purves, W. K., Orians, G. H. eH. C. Heller.,1992. Life. The science of biology.Sinauer, Sunderland.
Rockström, J., Steffen, W., Noone, K., Persson, A., Chapin, F.S., Lambin, E.R., Lenton, T.M., Scheffer, M., Folke, C., Shellnhuber, H.J., Nykvist, B., Wit, C.A. De, Hughes, T., Van Der Leeuw, S., Rodhe, H., Sörlin, S., Snyder, P.K., Costanza, R., Svedin, U., Falkenmark, M., Karlberg, L. Corell, R.W., Fabry, V.J., Hansen, J., Walker, B., Liverman, D., Richardson, K., Crutzen, P. eJ. Foley., 2009. A safe operating space for humanity. Nature, v. 461, p. 472-475.
Romeiro, A. R., Saes, B. M., Aggio, G., Andrade, D. C.e J. R. Garcia., 2018. Macroeconomia Ecológica: Evolução e Perspectivas. MayP., LustosaC., Vinha.V.(Orgs). Economia do Meio Ambiente: Teoria e Prática. Elsevier, Rio de Janeiro.
Steffen, W., Crutzen, P. e J. Mcneil., 2008. The Anthropocene: Are Humans Now Overwhelming the Great Forces of Nature. AmbioVol.36:614-21.
Toledo, V., 2013. El metabolismo social: una nueva teoría socioecológica. RelacionesVol. 34:41-71
Articles més llegits del mateix autor/a
- Luiz Gustavo Fernandes Sereno, Daniel Caixeta Andrade, Perfil regional e setorial das emissões brasileiras de gases de efeito estufa entre 1990 e 2017 , Revibec: revista iberoamericana de economía ecológica: Vol. 32 (2020)
- Felipe Nogueira da Cruz, Debora Nayar Hoff, Daniel Caixeta Andrade, Convergência teórica da economia ecológica e da ecologia industrial , Revibec: revista iberoamericana de economía ecológica: Vol. 28 (2018): Número especial Edição Especial do Congresso ECOECO 2017 em Uberlãndia
- Anderson Henrique dos Santos Araújo, Daniel Caixeta Andrade, Uma análise bibliométrica do sociometabolismo (1991-2020) , Revibec: revista iberoamericana de economía ecológica: Vol. 35 Núm. 1 (2022): Edição Especial - melhores trabalhos apresentados no XIV Congresso da ECOECO