Mineração e desenvolvimento sustentável - é possível conciliar?
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Maria Amélia Rodrigues da Silva Enríquez
A atividade de mineração no Brasil é compatível com a dimensão ecológica do desenvolvimento? Para responder essa questão foram feitos levantamentos em 15 grandes municípios mineradores, em oito estados brasileiros (Amapá, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Santa Catarina e Sergipe). A partir de uma série de indicadores secundários, comparou-se a trajetória ambiental dos municípios mineradores com os seus entornos não-mineradores. Os resultados demonstram que, ao contrário de que o senso comum propaga, os municípios de base mineradora têm um forte sistema de proteção ambiental, uma vez que a dimensão ecológica está razoavelmente institucionalizada em torno de marcos regulatórios e órgãos especialmente voltados para o trato da questão ambiental. No entanto, os padrões não são homogêneos, eles apresentam fortes vieses regionais: as minas recentes da região Norte são pró-ativas, o contrário do que ocorre com minas antigas da região Sudeste. Outro aspecto relevante é que apesar da importância dos marcos legais, no Brasil, parece ser que o direcionamento ao mercado exportador é o fator de pressão muito mais efetivo para uma mineração menos agressiva ambientalmente.
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Com citar
Rodrigues da Silva Enríquez, Maria Amélia. «Mineração e desenvolvimento sustentável - é possível conciliar?». Revibec: revista iberoamericana de economía ecológica, 2009, vol.VOL 12, p. 51-66, http://raco.cat/index.php/Revibec/article/view/164733.
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