Trajetória e estado corrente da sociometria brasileira

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Uajará Pessoa Araújo
Maria de Lourdes Mendes
Patricia Alburquerque Gomes
Simoni de Cássia Pinto Coelho
Wayne Vinícius
Mozar José de Brito
Foram analisados 573 trabalhos de autores brasileiros ou publicados no Brasil que empregaram softwares sociométricos. O propósito foi descrever criticamente a trajetória do arranjo de sociometristas no país, que somou 1013 pesquisadores distribuídos em cinco componentes maiores, uma dezena de outros menores e uma maioria de inexpressivos. Como método, favoreceu-se uma abordagem objetivista, ancorada na teoria das redes e em postulados bibliométricos. "Leis" e hipóteses foram apresentadas, testadas e não refutadas: de Lotka, de Bradford, modelo de difusão, relevância dos Programas de Pós-Graduação, free-scale state, small world, homofilia e configuração centro-periferia. Os resultados levam à admissão que a produção sociométrica brasileira foi encontrada consoante às principais indicações teóricas, tanto bibliométricas quanto da análise de redes sociais. Contudo, registra-se que cada vez mais a sociometria se converte em uma ilustração da bibliometria, basicamente nas áreas de Administração, Ciências Contábeis, Turismo e de Ciência da Informação – declinante como novidade, e qualquer meta-análise mais aprofundada é inviabilizada pela parca caracterização estrutural dos arranjos estudados; a maioria em um corte transversal sobrepondo em um desenho único toda a dinâmica do arranjo. Dessas constatações, procurou-se dar conta de algumas alternativas à sociometria praticada no país e recomendar um modelo de pesquisa sociométrico mais rigoroso.
Paraules clau
Sociometria, Pesquisa científica, Método quantitativo de pesquisa, Brasil

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Com citar
Araújo, Uajará Pessoa et al. «Trajetória e estado corrente da sociometria brasileira». Redes: revista hispana para el análisis de redes sociales, 2017, vol.VOL 28, núm. 2, p. 97-128, https://raco.cat/index.php/Redes/article/view/329408.