A tagarelice, o imperativo da inclusão e suas armadilhas
Article Sidebar
Main Article Content
O artigo discute o que denomina como tagarelice da inclusão, entendendo-a a partir do que identifica como uma explosão discursiva sobre a temática. A discussão parte dessa explosão discursiva materializada em fragmentos recolhidos em um diário de campo, entre 2015 e 2018, explorando a ideia de tagarelice mediante a análise de sua racionalidade e de seus efeitos sobre aquilo que se tem nomeado como o imperativo da inclusão. Assim sendo, entende-se os efeitos do falar incessante como um meio a partir do qual se pôde constituir o imperativo da inclusão mas, também, um meio que possibilita o seu esvaziamento e a perda de potência e significado, podendo-se, no cenário atual, assistir-se à proliferação da exclusão e de práticas necropolíticas.
Article Details

Aquesta obra està sota una llicència internacional Creative Commons Reconeixement 4.0.
(c) Betina Hillesheim, Mozart Linhares da Silva, 2021
Betina Hillesheim, Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)
Psicóloga, Doutora em Psicologia (PUCRS), professora e pesquisadora do programa de Pós-Graduação em Educação (mestrado e doutorado) e do Mestrado Profissional em Psicologia (UNISC).Mozart Linhares da Silva, Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)
Historiador, Doutor em História (PUCRS), professor-pesquisador no Programa de Pós-graduação em Educação e do Departamento de Ciências, Humanidades e Educação (UNISC).Agamben, Giorgio (1995/2002). Homo Sacer: o poder soberano e a vida nua I. Editora UFMG.
Almeida, Silvio (2018). O que é racismo estrutural? Letramento.
Bauman, Zygmunt (1997/1998). O Mal-estar na pós-modernidade. Zahar.
Bauman, Zygmunt (2003/2005), Vidas Desperdiçadas. Zahar.
Butler, Judith (2019). Vida precária: os poderes do luto e da violência. Autêntica.
Césaire, Aimé (2010). Discurso sobre o colonialismo. Letras Contemporâneas.
Colle, Martel Alexandre del (2019, 19 de março). “Estamos em uma guerra ideológica para matar pobre”, diz policial perseguido por criticar PM. Justificando. https://www.justificando.com/2019/03/19/estamos-em-uma-guerra-ideologica-para-matar-pobre-diz-policial-perseguido-por-criticar-pm/
Dardot, Pierra & Laval, Christian (2016). A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. Boitempo.
Deleuze, Gilles (2003/2016). Dois regimes de loucos. Textos e entrevistas (1975-1995). Editora 34.
Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2019). Anuário brasileiro de segurança pública. http://www.forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2019/10/Anuario-2019-FINAL_21.10.19.pdf
Foucault, Michel (1970/1998). A ordem do discurso (4.ed.). Edições Loyola.
Foucault, Michel (1975/1987). Vigiar e Punir (5ª ed.). Vozes.
Foucault, Michel (1976/1985). História da sexualidade. A vontade de saber (7ª ed.). Edições Graal.
Foucault, Michel (1978/1979). Microfísica do poder (8ª ed.). Edições Graal.
Foucault, Michel (1982/2010). A hermenêutica do sujeito (3ª ed.). Martins Fontes.
Foucault, Michel (1994/2003). Mesa-redonda em 20 de maio de 1978. In: Michel Foucault (Ed.), Ditos e escritos IV (pp. 335-351). Forense Universitária.
Foucault, Michel (1997/2002). Em defesa da sociedade. Curso dado no Collège de France (1975-1976). Martins Fontes.
Foucault, Michel (2004/2008). Nascimento da biopolítica. Curso dado no Collège de France (1978-1979). Martins Fontes.
Freitas, Vanderley Nascimento (2019). As paixões em Plutarco: o papel do silêncio na cura da tagarelice. Sapere aude, 10(19), 73-92. https://doi.org/10.5752/P. 2177-6342.2019v10n19p73-92
Henz, Alexandre de Oliveira (2009). Formação como deformação: esgotamento entre Nietzsche e Deleuze. Revista Mal Estar e Subjetividade, 9(1), 135-159. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1518-61482009000100006&lng=pt&tlng=pt
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (2019). Atlas da violência. Autor. http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=34784&Itemid=432
Kayser, Erick (2019, 12 Dezembro). Neoliberalismo e necropolítica. IHU – Humanitas. http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/595098-neoliberalismo-e-necropolitica
Lazzarato, Maurizio (2008). Biopolítica/Bioeconomia. In: Izabel C. Friche Passos (Org.), Poder, normalização e violência. Incursões foucaultianas para a atualidade (pp. 41-52). Belo Horizonte: Autêntica.
Lopes, Maura Corcini (2009). Políticas de inclusão e governamentalidade. Educação & Realidade, 34(2), 153-169. de https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/8297
Lopes, Maura Corcini & Morgenstern, Juliane Marschall (2014). Inclusão como matriz de experiência. Pro-Posições, 25(2), 177-193. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-73072014000200010&lng=en&nrm=iso
Mbembe, Achille (2011/2019). Necropolítica. N-1 edições.
“Monitor da Violência” (2019). G1. https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/09/23/entenda-como-foi-a-morte-da-menina-agatha-no-complexo-do-alemao-zona-norte-do-rio.ghtml
Nietzsche, Friedrich Wilhelm (1878/2006). Humano, demasiado humano: texto integral. Escala Educacional.
Nietzsche, Friedrich Wilhelm (1887/2009). A genealogia da moral. Vozes.
Pelbart, Peter Pál (2011). Vida capital: ensaios da biopolítca. Iluminuras.
Schwarcz, Lilia Moritz (2019). Sobre o autoritarismo brasileiro. Companhia das Letras.
Articles més llegits del mateix autor/a
- Betina Hillesheim, Caroline da Rosa Couto, Saúde e nomadismo: território e pertencimento , Athenea digital: Vol. 17 Núm. 3 (2017): Noviembre